Testes, entrevistas e dinâmica de grupo. Muitas empresas utilizam da dinâmica de grupo como parte fundamental no processo seletivo. Driblar o nervosismo é fundamentar para passar neste processo. Saiba como lidar com este fantasma e se sair bem em uma dinâmica.
Depois de passar por todos os processos e o gargalo afunilar, veja como driblar o fantasma da dinâmica de grupo
O currículo é muito bom, a entrevista foi um sucesso, mas chegou a hora de saber quem o candidato da vaga realmente é no dia a dia, como lida com situações conflitantes e momentos decisivos. Neste momento você se despe de todas as armaduras usadas nos processos anteriores, mostra sua cara e aí, o bicho pega. Criativo, metódico, ágil, despreocupado são algumas das características observadas pelas empresas que usam esse mecanismo para melhor selecionar os candidatos.
Tudo o que é feito ou dito é avaliado; como se fosse um Big Brother os candidatos são assistidos e o menor erro pode significar a eliminação. Então como se comportar num momento como esse, sem perder a identidade? “As pessoas têm que ter personalidade, essa característica é que ajuda a conquistar uma vaga de emprego. Porém, é preciso saber se a personalidade dela está de acordo com o que o cargo e a empresa exigem” explica Juliana Almeida Dutra, consultora em Gestão de Talentos e especialista em Marketing e Relacionamento com Clientes.
“Fiquei um pouco tensa no começo, mas logo me acalmei”, Arícia Teixeira
“Durante uma dinâmica de grupo, o líder nato já começa a arquitetar as coisas e realizar o fluxo de todo o processo pedido na dinâmica. O candidato deve aliar o seu ponto forte com o ponto forte da vaga que ele está disputando,” explica Juliana. Depois que o processo de autoanálise tiver sido concluído e não restar dúvidas sobre o cargo disputado chega a hora de encarar o medo. “Na verdade o medo que existe em uma dinâmica, é o de se expor para outras pessoas, além de vê-las como um concorrente. Então para acabar com esse medo, que eu chamo de ansiedade, o correto é estar atento em como funciona a dinâmica de grupo”.
Não foi exatamente medo, mas a assistente de compras Arícia Teixeira, ao passar recentemente por uma dinâmica de grupo, sentiu na pele o que é passar por este momento. “Fiquei um pouco tensa no começo, mas logo me acalmei. A impressão que tive era de que estava sendo avaliada a cada momento e que qualquer postura ou resposta errada poderia me desclassificar, no entanto era importante estar calma para realizar da melhor forma a dinâmica”. Após os momentos de ansiedade a assistente revela que não foi tão ruim assim. “Não é nenhum bicho de sete cabeças, desde que você tenha calma. Ficar um pouco tenso é normal, mas não devemos nos desesperar, mesmo porque isso pode reduzir nosso desempenho. Acredito que às vezes queremos nos sobressair tanto, que acabamos não dando conta”.
E é justamente a calma que Juliana ressalta: “Tente controlar os ânimos, é preciso manter a posição de candidato e de profissional, e não é só o nervoso, mas a forma como você vai responder a alguma pergunta mais agressiva. Há empresas que colocam os próprios funcionários para participar da dinâmica e eles acabam ajudando a escolher seus futuros companheiros”.
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