Geofísica

Profissional pode optar por segmentos como ambiental, de exploração mineral e de hidrocarbonetos O trabalho requer tanto atividades de campo, quanto atividades de laboratório, em processamento de dados. O Geofísico precisa ter o gosto pela natureza, espírito aventureiro, mas também deve poder lidar com as tecnologias mais avançadas. Veja mais sobre a carreira na matéria completa.

Profissional estuda as propriedades do subsolo e o interior profundo da Terra

As recentes descobertas de campos gigantes do pré-sal despertaram a atenção para um profissional extremamente necessário no mercado de petróleo: o geofísico. Dentre as atividades desenvolvidas por ele, está a realização de medidas físicas na superfície, necessárias para o estudo das estruturas e propriedades do subsolo e também na prospecção de minerais, petróleo e água subterrânea, neste caso, para avaliar e identificar se existe contaminação do subsolo.

“O geofísico atua também no apoio em grandes obras de engenharia, fazendo análise do risco sísmico no caso de ocorrência de terremotos. O campo de atuação do geofísico envolve basicamente três tipos de atividade: aquisição de dados no mar, em terra ou aérea, processamento de dados utilizando computadores e interpretação dos resultados”, explica a professora do curso de Geofísica da Universidade de São Paulo, Leila Soares Marques.

“A quebra do monopólio da Petrobras para a exploração de hidrocarbonetos abriu ainda mais o campo de trabalho para o geofísico” Edinei Pereira

Ainda segundo a educadora, existe uma carência mundial por esse profissional. “No Brasil a demanda é grande e crescente no mercado de petróleo, bem como na pesquisa mineral com a exportação de minérios para mercados emergentes”, diz.

MERCADO DE TRABALHO

A área de atuação do geofísico é bastante abrangente e este profissional pode optar por segmentos como ambiental (no estudo e aquisição de dados geotécnicos, com controle de aquíferos, entre outros), de exploração mineral e de hidrocarbonetos (com pesquisa e interpretação de dados obtidos na perfuração de poços de petróleo, entre outros) e também acadêmico.

Para o geofísico formado pela Universidade Federal Fluminense, Edinei Pereira, o setor petrolífero está passando por uma situação atípica em função da crise, porém, assim que a situação melhorar a demanda por profissionais voltará a crescer.

“O curso tomou uma importância muito grande no país com a quebra do monopólio da Petrobras para a exploração de hidrocarbonetos e com isso, muitas empresas estão vindo, e profissionais nesta área são escassos no mundo todo. As oportunidades de crescimento dentro da área são muito grandes”, comenta.

De acordo com a professora Leila Marques, em média, um geofísico em início de carreira ganha entre oito e dez salários mínimos. “Praticamente todos nossos alunos saem da faculdade já empregados”.

FORMAÇÃO

Com duração de quatro anos o curso de Geofísica é oferecido apenas em universidades públicas e entre os pré-requisitos para quem estiver pensando em seguir a carreira estão gostar de física e matemática, além de atividades ao ar livre. “O geofísico vai enfrentar muitos trabalhos de campo no ar, no mar e na terra, para a aquisição de dados, por isso também é importante gostar desse perfil de trabalho”, orienta Leila Marques.

Matérias como matemática, geologia, processamentos de dados, química e física fazem parte da grade curricular.

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